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03 janeiro 2011

Diário de Bordo

Não poderia imaginar que em minha viagem eu acessaria minha conta e atualizaria meus blogs, porque como uma boa mochileira, vamos seguindo em rumos indefinidos e malucos, nos metendo em cidades bem longe da civilização, fugindo da rotina computador - trabalho - estudo - vida na cidade grande.

Pois bem, aqui estou, e dessa vez estou registrando toda a viagem num caderninho, para fazer um diário de bordo. Deu louca em escrever! Fazia tempo que não escrevia diário e acho que é por estar acontecendo tanta coisa inusitada nessa viagem que me deu sede em escrever.

Viemos de Guarulhos direto para São Luis do Maranhão, curtimos o Centro Histórico, fizemos amizade com os malucos de lá, passeio de barco e visitamos todas as ruínas históricas de Alcântara. Claro que curtimos a capital, mas a praia de lá não é boa para banho.

Depois na loucura, pegamos um busão às 6h a.m direto pro Sangue, um povoado entre Barreirinhas e São Luis enfrentamos a estrada com duas horas de viagem num Toyota (única fora de chegar em Sto Amaro), mas fomos em um caminhão que ia entregar produtos na cidade.

Resumindo bem: adorei a cidade, super calma e tranquila. Nos perdemos nas Dunas e andamos, vimos lagoas semi secas e muita outras coisas em 12h de viagem. Fomos de lá para Barreirinhas e de lá fizemos a travessia de barco até Atins.

Atins tem o maior visual, o encontro das águas do mar com o Rio Preguiça. É um povoado, nem chega a ser uma cidade, e nem pudemos conhcer de forma muito profunda. Já seguimos para conhecer a praia dos Guarás e depois caminhamos até Caburé que chegamos só de noite.

Agora minha gente, escrevo de Tutóia, dormimos a tarde inteira de tanto cansaço e vamos ver qual será nosso destino. Só sabemos que passaremos em Piauí e nosso destino final é Fortaleza. Nossa viagem é feita de rotas, surpresas e imprevistos. Curtimos o lugar, conhecemos a região e as pessoas e fugimos dos passeios enlatados das agências de viagens.

E hoje deu tudo certo porque em Caburé não há linha de ônibus e os barcos mal param por lá. O dono do restaurante nos levou, mais um casal até Paulino das Neves e de lá viemos até Tutóia. Imagina se não conseguissemos o transporte?

Mas é assim que funciona e minha viagem pro Brasil ainda está só começando - um país abençoado com muita coisa linda para ver e conhecer: Fui!