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15 setembro 2009

Criatividade e criação


Eita mas que assunto polêmico?
Como desenvolver um processo de criação, desenvolver a criatividade nesses tempos, onde o aprendizado também se dá através de imagens, e somos influenciados praticamente, por milhares de símbolos, logos, desenhos, informações... por hora? Pois é, difícil mas não impossível.

Falei sobre a Dona Isabel, o interessante é ver como ela desenvolver uma arte peculiar, original, com técnicas aprimoradas, sem ajuda de ninguém e melhor... sem influência externa. No meu outro blog, o I Live to Dance, escrevi um pouco sobre a criação de um estilo, e vendo esses artistas que sozinhos encontram um estilo e um caminho, todas as teorias de criação são contraditórias.

Iniciemos pela infância. Quem nunca foi repreendido por ter feito algo diferente do que é existe? Lembro de um papai noel que pintei de roxo no pré, ainda bem que a professora não me recriminou... como foi sábia rs. Mas normalmente a criação sempre fica pré estabelecida e todo mundo quer representar o real e assim todos fazem sempre a mesma coisa.

As casas sempre tem o mesmo formato, as cores são sempre as mesmas, o desenho é igual, e dessa forma sempre escutamos dos alunos: não se desenhar! Por que eles esperam desenhar da forma que acham que o desenho é.

Porém, desenho, pintura, em fim, as artes em geral, é muito mais que formas esteriotipadas que são oferecidas à nós. Devem ser desenvovidas essas formas expressivas e individuais em nós, e como podemos fazer isso.

Usarei o livro da Fayga Ostrower " Criatividade e Processos de Criação" - será um resumo, pra quem quer saber mais sobre o assunto, aconselho a leitura, porque ele é ótimo.

A criança age pela espontaneidade e curiosidade, é importante instigar isso na criança, dessa forma ela sempre questionará o que está fazendo, o que fará, a forma que fará e claro, pela curiosidade sempre vai buscar novas informações. o Vitor Lowelfield desenvolver o método expressivo de ensinar arte: deixe a criança experimentar a vontade e a deixe livre para criar. Hoje sabemos que isso é importante até um certo ponto para o desenvolvimento da criança, porém, para ensinar arte é necessário também a aplicação de outros pontos.

Desses fatores, parte-se para uma independência interior, normalna evolução. Quanto mais os pais incentivarem esse processo criativo e artistico, mais a criança ficará confiante e criativa. Ainda ela não possui um estilo, mas possui uma liberdade e sabe o que quer, o que vai fazer e como fazer. Quando chega à puberdade, ai sim chega a crise! Por que entram os conflitos e a procura de uma representação fiel da realidade.

"A partir desse momento, isto é, sob a influência direta de normas culturais e participando dos valores do mundo adulto, vem a tratar-se, realmente, na formulação dos termos da linguagem, de uma questão do estilo".

A criatividade não está ligada à genialidade, aos artistas, às inspirações, da originalidade ou mesmo das invenções. Isso é importante, porque sempre tem em mente que ser criativo parte do artistas, dos inventores e cientistas. Isso é um erro! Porque cada vez mais, a nossa vida contemporânea pede sermos criativos em tudo.
"Formulamos aqui a idéia de que a criatividade se realiza em conjunto com a realização da personalidade de uma ser: da maturação como processo essencial para a criação. Colocamos tanto as premissas como também os critérios de criação em uma possível maturidade do homem. Com sua maturidade o ser humano criará espontaneamente, exercerá a criatividade como função global e expressiva da vida, e como medida de sua gratificação."

Trabalhamos com referências, pesquisas, e auto conhecimento. Usamos o referencial a partir de uma escolha e dele criamos algo novo. Admitindo esse referencial, a pessoa criará com liberdade, e se ela mesma reconhecer seus limites, criará ainda mais com mais liberdade. Isso eu acho instigante! Desde sempre o auto conhecimento é uma grande sabedoria pra qualquer coisa em nossa vida.

"(...)do acatamento às possibilidades reais de cada coisa e de cada ser, à transição contínua, porém contida, de tudo com que se lida, sejam objetos com que se trabalha, a linguagem que se usa, a própria vida que se vá viver. A compreensão de si dá ao homem sua verdadeira dimensão."

Criar é relacionar com precisão e com adequação. E a orginalidade não é critério de avaliação. E isso já faz parte do homem desde que nasce, exercendo seu potencial criador, trabalhando, criando em todos os sentidos, o homem configura a sua vida e lhe dá um sentido.

"Criar é tão difícil ou tão fácil como viver. E é do mesmo modo necessário."

Banhistas de Paul Cézanne

08 agosto 2009

Arte X Nosso dia a dia

Há vínculo entre a arte e a nossa vida? Tem como separar o que é arte com o que é vida?
Muitas pessoas fazem isso, porém ao meu ver, isso é impossível. É um erro pensar que o ser humano nasce sem manifestar nenhuma expressão artística, já que as primeiras dos nosso tempos foi a música e a dança.

A criança antes de desenvolver a fala, ela desenha, ou melhor... ela rabisca, e esses rabiscos são suas expressões que quando respeitadas e desenvolvidas, beneficiarão também no desenvolvimento da própria criança.

Por que há civilizações fantásticas, grandiosas, criativas? E outras tão pobres em criatividade e modernidade? Será que a razão não está no fato de desvincularmos a arte com o nosso dia a dia?

A arte é universal e pertence ao ser humano. Todos são livres para criarem, para serem diferentes, para acreditarem no que quiserem e para manifestarem suas expressões, seja como for... já nascemos dançando, acredite se quizer!

E já está comprovado, os melhores profissionais são aqueles que tiveram um bom ensino de arte nas escolas, frequentavam museus, espetáculos, exposições e etc. Então, mais um fator importante: Escolas, vamos levar as aulas de artes mais a sério ok?!

Do blog: A arte e a vida
"É tão difícil definir o que é a arte... Mais difícil ainda é dizer para que serve, que papel desempenha nas nossas vidas. Podemos passar sem ela (mesmo sem sabermos o que é)? A arte está dentro das pessoas em proporções diferentes. Há quem dispense, há quem sinta grande necessidade dela. Todavia, mesmo para estes, é ainda algo passivo: vê-se, ouve-se, sente-se, gosta-se, "consome-se".

Na verdade não se registam muitos casos de obras de arte que tenham causado um impacto profundo ao ponto de induzir alterações de comportamento ou mudanças de rumo na vida em quem as "consome". E, no entanto, esta poderia ser a utilidade da arte - uma causa nobre!

Lembro-me de um caso interessante. Em 1967 um grupo musical (agora diz-se banda) de seu nome Velvet Underground publicou o seu primeiro disco (agora diz-se trabalho). Não eram muito conhecidos e, dizem, venderam na altura 150 discos. Dizem também que cada um dos 150 compradores formou uma banda...

Alguém me confirma (ou desmente) esta história fabulosa
?"