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09 março 2010

A Cabana


Quem já leu esse livro? Com certeza deve ter tido uma experiência incrível, acabei de ler ontem a noite e achei tão fantástica a história que estou até indicando pelo blog a sua leitura.

Fiquei surpreendida que toda a idéia discutida no livro eu já aceitava e acreditava nela, não vou falar porque vai estragar o mistério rs, e também me fez mudar muito a minha visão das coisas, da vida, das pessoas, de Deus... de tudo! Se todas as pessoas soubessem e tivessem conciência da grandiosidade que é a nossa vida, com certeza iam param de perder tempo com o efêmero e com a futilidade.

A breve sinopse é:

A Cabana é um livro escrito pelo canadense William P. Young, lançado originalmente em 2007 e desde então já vendeu duas milhões de cópias. A Cabana foi publicado em português pela primeira vez em 2008.

O livro aborda a questão recorrente da existência do mal através da história de Mack Allen Phillips, um homem que vive sob o peso da experiência de ter sua filha Missy, de seis anos, raptada durante um acampamento de fim de semana. A menina nunca foi encontrada, mas sinais de que ela teria sido assassinada são achados em uma cabana perdida nas montanhas.

Vivendo desde então sob a "Grande Tristeza", Mack, quatro anos depois do episódio, recebe um misterioso bilhete supostamente escrito por Deus, convidando-o para uma visita a essa mesma cabana. Ali, Mack terá um encontro inusitado com Deus, de quem tentará obter resposta para a inevitável pergunta: "Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar nosso sofrimento?"

Vai a dica, vale a pena ler!

02 março 2010

O design gráfico como elemento de linguagem editorial


Pode ser do design gráfico a culpa pelo fracasso ou sucesso de uma publicação?

Por Márcia Okida

Abril 2002

A forma gráfica de uma página

tanto pode afastar como

aproximar o veículo do seu leitor

O design gráfico é uma das mais importantes linguagens de comunicação existentes em uma página de jornal ou revista. Por que uma linguagem explicitamente gráfica seria um dos objetos principais de construção e transmissão de uma mensagem, em uma mídia composta, basicamente, por textos jornalísticos? Não seria por isso, talvez, que muitas revistas e jornais não duram mais do que algumas poucas edições logo após o seu lançamento? Não seria o design gráfico um dos principais responsáveis pelo fracasso editorial de um jornal ou revista? Responsável também pela falta de identificação e comunicação direta com seu público?

Sim. O design gráfico é responsável por grande parte do sucesso ou do fracasso de uma publicação. Com certeza, nesse momento, muitas pessoas podem estar "mal-dizendo" o que afirmo acima. Mas é do design gráfico grande parte da responsabilidade de uma perfeita comunicação entre um impresso e seu público.

A forma gráfica de uma página tanto pode afastar como aproximar o veículo de seu leitor. Pode, também, causar ruídos de leitura, má compreensão, cansar a vista, conduzir a leitura de uma forma errada etc. O modo como uma página, seja ela de jornal ou revista, é composta graficamente deve estar em sincronia com diversos fatores editoriais como, por exemplo:

· ordem de leitura das matérias;

· facilidade de percepção do conteúdo explícito na página;

· rapidez na transmissão da informação;

· facilidade na localização de assuntos;

· melhor entendimento da reportagem.

Assim como a composição gráfica pode ajudar a construir pode, também, destruir o conjunto editorial. Um bom projeto gráfico editorial é aquele que conduz os olhos dos leitores sem se tornar o elemento principal daquela página. Sem interferir na qualidade da leitura. As imagens, o tamanho das fontes tipográficas, a posição de títulos, retículas, boxes, fios, enfim, todos os elementos visuais devem ser perfeitamente pensados e posicionados com o objetivo de atender a uma necessidade editorial.

Esse conjunto gráfico deve ser o espelho de um determinado tipo de público para o qual aquelas matérias estão sendo feitas, principalmente no caso de revistas segmentadas. A busca de um equilíbrio entre a informação visual e a informação textual, um design que não se imponha às vistas de seu público gritando suas formas e cores, deve ser a finalidade principal do designer gráfico no momento do desenvolvimento de seu trabalho.

Mas esse "design invisível" que comunica com perfeição e que leva os olhos do leitor pelos caminhos desejados por um editor sem se tornar a força maior da página, não é algo fácil ou simples de ser alcançado. Existem vários elementos de construção gráfica que devem ser observados no momento da criação de um projeto ou na hora da sua diagramação. São eles:

Geometrização

Deve-se privilegiar os pontos de visão direta e visão periférica com as informações principais da matéria. A fotografia tem uma grande importância no traçado geométrico de uma página. Os olhos das pessoas caminham pela página de acordo com a força visual de cada elemento apresentado na diagramação. Esse traçado geométrico feito, inconscientemente, pelos olhos transmite ao cérebro informações de caráter sinestésico, além de facilitar ou dificultar o entendimento geral.

Gestalt

O contraste entre "figura e fundo" do conjunto gráfico. O equilíbrio entre áreas com e sem informação deve ser bem observado. Esses espaços em branco funcionam como área de respiro para uma página ajudando o ritmo de leitura. Essas áreas de descanso visual devem ser usadas de acordo com a necessidade editorial de um assunto, além de representar os anseios estéticos de um determinado público. Faixa etária, sexo, nível social e cultural, além dos assuntos a serem abordados, podem indicar como essas áreas de respiro devem ser usadas, em que quantidade e onde.

Um detalhe colorido em uma fotografia pode

destruir a linha de leitura de uma página

Tipografia

A escolha tipográfica é de grande importância no resultado final de um impresso. Essa escolha pode ser a responsável pela falta de vontade de terminar a leitura de uma matéria. Algumas características gráficas das letras podem dificultar muito a leitura e, conseqüentemente, a assimilação do conteúdo.

Existe uma sinestesia tipológica que deveria ser pensada, analisada, pesquisada e usada. Infelizmente a preocupação com o conjunto tipográfico de uma publicação é uma questão pouco valorizada pela grande maioria dos impressos nacionais.

Cores

O uso das cores de forma errada pode fazer com que o leitor se interesse em primeiro lugar por uma matéria que não é tão importante. Deve-se observar não somente a cor que se deseja usar mas sua localização na página e quantos segundos de percepção são necessários para sua assimilação pelo cérebro, assim como, quanto tempo uma pessoa ficará com seus olhos fixos nela. Esses tempos são de grande importância e influenciam diretamente na comunicação visual e textual. Um detalhe colorido em uma fotografia pode destruir a linha de leitura de uma página caso essa imagem tenha sido posicionada sem levar em conta essas questões acima mencionadas.

Na grande maioria dos impressos atuais, principalmente os jornais diários, as cores são usadas como um elemento facilitador na localização das editorias, mas dificilmente os designers, diagramadores, criadores de projetos gráficos se preocupam, no momento de posicionar uma imagem, com o que as suas tonalidades são capazes de fazer com a seqüência de leitura e, principalmente, com o que aquela cor pode transmitir.

As cores, dentro do conjunto visual de uma página, deveriam ser mais um elemento a ajudar na seqüência de leitura desejada pelo editor. Mas essa também é outra questão pouco observada na mídia impressa nacional de um modo geral.

Equilíbrio

A assimetria ou simetria excessiva de uma página também pode afastar o interesse imediato e dificultar a leitura geral. O uso de uma diagramação simétrica é quase que um padrão nos impressos atuais e a assimetria é tida, muitas vezes, como erro ou desequilíbrio. Mais uma vez devia-se levar em conta o perfil gráfico do leitor para o qual a publicação está sendo editada e somente assim determinar se o simétrico é realmente o mais correto. Existem públicos com preferências estéticas totalmente assimétricas e que acabam não se identificando com uma diagramação excessivamente simétrica.

A busca pela excelência da comunicação

gráfica deve ser o objetivo dos

novos profissionais da área

Essas são apenas algumas questões que devem ser observadas graficamente no momento da criação de um projeto gráfico e, posteriormente, na sua diagramação. A diferença entre as preferências visuais e até textuais dos diferentes tipos de público faz com que a segmentação da mídia impressa, mesmo no jornalismo diário, cresça cada vez mais. Essa segmentação do mercado editorial torna obrigatório o conhecimento de todos os meios de transmissão de comunicação gráfica, principalmente os que atingem seu público-alvo através de uma comunicação subliminar ou sinestésica, como as preferências por cores, tipos, formas gráficas, estilos etc.

É fato que, graficamente, o jornalismo brasileiro ainda tem muito que alcançar. Basta que algumas regras e padrões antigos sejam quebrados e reformulados de acordo com uma sociedade que busca uma informação cada vez mais aprofundada dentro de assuntos específicos.

A busca pela excelência da comunicação gráfica deve ser o objetivo dos novos profissionais da área. A comunicação subliminar e sinestésica, que podem ser transmitidas através de cores, tipos, formas gráficas e estilos, faz parte dessa busca. É o design invisível segmentado transmitindo informações para o favorecimento de uma perfeita comunicação editorial.

Márcia Okida (1967) é designer gráfico, membro da SND – Society for News Design – e professora de Design Gráfico e Editoração Eletrônica na Faculdade de Artes e Comunicação (FaAC) da Universidade Santa Cecília (Unisanta).

Artigo publicado na 1ª edição na Revista Ceciliana – publicação científica acadêmica da Unisanta – em julho de 2001, reeditado em janeiro de 2002 para a [designGráfico].

Fonte:
Designgrafico.art.br


26 fevereiro 2010

Passagens

Tem dias que nos sentimos estranhos... de ontem pra hoje estou assim, inerte, vazia, estranha e pensativa. Como se algo vai acontecer, mas não sei o que. A noite não conseguia dormir e as lágrimas caiam pensando em besteiras, mas que me machucaram. Consegui dormir apenas com dois comprimidos para dor.
Ironia... a dor não era física!
Hoje não falarei de artes, e design, e sim será um descarrego de desabafos que nem eu mesma sei se são reais, ou fantasias da minha cabeça.
Mas é a hora de dar um basta a certas situações, não é porque você é feliz e boa gente que vai aguentar tudo, ou o pior, por amar, vai aceitar tudo... o amor é aceitar a pessoa como ela é, porém, temos que nos amar primeiro para o outro nos amar.
Primeira vez que me sinto insegura, primeira vez que me sinto forte, primeira vez que sinto o amor, primeira vez que enfrento as dores, primeira vez que fico perdida, primeira vez que me desconheço.
Tudo é muito simples, e ao me ver, vejo uma pessoa complicada e que talvez transmita uma fria imagem e uma superação dela mesma e de tudo. Já ouvi que dou medo, mas não me vejo dessa forma, a imagem que tenho de mim mesma não é a mesma que os outros possuem. E assim, não entendo porque algumas coisas acontecem, e fico esperando as atitudes mais bobas e simples de querer me agradar.
Só espero, não falo, por acreditar que não é necessário, a pessoa tem que saber que eu espero isso, oras?! É óbvio que espero isso, é claro!
Aguardo, espero, e fico calada.
São palavras, pensamentos soltos que saem do vazio pra outro vazio efêmero.
Bom... deixa eu tomar um banho, e ler a matéria de aula e terminar de preparar minhas aulas, a vida deve continuar...

19 fevereiro 2010

A interação da tecnologia na dança!


Cada vez mais a arte intereage com o meios tecnológicos, utiliza-se das inovações e pesquisas dos meios para criar sua poética. E a dança não fica por fora dentro desse cenário.

Por Luciana Cristo
Elenize Dezgenisk/ Divulgação


Em diferentes formas de manifestação artística, as mais novas tecnologias têm ganhado o seu espaço, a partir da percepção dos artistas de como é possível agregar esses elementos para produzir um espetáculo inusitado.

Novidade? Nem tanto. Em meados da década de 1965, a coreografia de dança Variations V, de John Cage e Merce Cunningham foi pioneira em relacionar os bailarinos e a tecnologia disponível naquele momento.
Tendo esse ponto de partida como inspiração, a PIP Pesquisa em Dança, companhia paranaense dirigida pela bailarina e coreógrafa Carmen Jorge, inicia na próxima terça-feira (23) a temporada de seu mais novo espetáculo, We cage, em Curitiba.

Durante a apresentação, o público pode esperar muita interação entre dança e recursos tecnológicos. O resultado é um espetáculo inédito, produzido com ferramentas atuais como os softwares MAX MSP, Isadora e Live.

Eles permitem a interação dos movimentos dos bailarinos com sons, luzes e imagens processados ao vivo na cena, graças ao uso de computadores e de sensores.

Para se chegar a esse produto final, a companhia trabalha exaustivamente na pesquisa e em levantar material bibliográfico e videográfico para embasar a concepção do espetáculo.

“O espetáculo surgiu da ideia de estudar a Variation V, primeira obra histórica que se tem registro ao reunir dança e tecnologia, como o bailarino controla elementos como som e luz através do movimento”, explica Carmen.

Concepção antiga, mas com aprimoramento na tecnologia. Nos anos 1960, tudo era feito eletronicamente, não havia a tecnologia digital. “Hoje existem muitos softwares que trabalham em conjunto com essa ideia. Embora com mais opções, a complexidade do trabalho continua a mesma”, avalia.

O We cage é viabilizado com recursos da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), por meio do edital Produção e Difusão em Dança. “Somos a única companhia de dança do Paraná que faz esse tipo de pesquisa, de dança e tecnologia com sensores. A gente está desbravando a videodança aqui também”, comenta Carmen.

A PIP já participou de importantes eventos de dança, como o Fórum Internacional de Dança em Belo Horizonte (MG), a Mostra Contemporânea do Festival de Dança de Joinville (SC) e festivais em Nova York (EUA) e Florença (Itália).

Um espetáculo anterior da companhia, Barraco, de 2006, já tentava trabalhar com essa mistura, ao levar uma TV e uma câmera para o palco e pensar em como a imagem poderia contribuir para a geração de sentido para as cenas.

“Depois de pesquisa e cursos, surgiu oportunidade para esse edital da FCC, de colocar a questão dos sensores na cena, que eu ainda não tinha feito”, relata a coreógrafa. Saiba mais sobre o projeto acessando o blog www.pipwecage.blogspot.com

Oficina

A companhia prepara uma oficina gratuita, a Poéticas tecnológicas, para os interessados em saber mais sobre essa interação. Entre os conteúdos previstos estarão uma introdução à história da vídeodança e exercícios práticos de criação de movimento e coreografia para a câmera. Ainda não foram definidos local e datas de realização. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail pip@pip.art.br.

Serviço

Espetáculo We cage. De 23 de fevereiro a 14 de março. De terça a domingo, às 20h. Sessões extras nos dias 13 e 14 de março, às 16h. Teatro Cleon Jacques (Rua Mateus Leme, 4700, Parque São Lourenço). Ingresso: uma lata de leite em pó.